18 de janeiro de 2012

Viva!

Canal Viva. Isso me tem rendido muita nostalgia. Eu vejo coisas que me lembram a infância. Programas interessantes. Programas que nem sonhava em ver, simplesmente porque era criança demais. E naquele tempo - de infância - as coisas eram tão diferentes. As brincadeiras, a disciplina, o humor, as regras. 
Eu vejo diálogos que hoje em dia seriam inimagináveis, seriam condenáveis até, e tudo por "depreciarem" a imagem do outro, por denotarem atitudes ou intenções racistas de acordo com os atuais preceitos.
Mas os tempos mudaram. E eu me pergunto se havia mesmo uma nota racista nas entrelinhas de tais palavras ou será que hoje em dia, exagera-se muito nesse aspecto? Não sei. Sei que generalizar não é uma atitude inteligente. Sou fã do equilíbrio. Nem tanto e nem tão pouco. 
Contudo, acredito que muita coisa boa se perdeu pelo tempo. O imediatismo foi responsável por algumas coisas. A velocidade de informação também. Hoje em dia, a superficialidade é mais presente. Todo mundo sabe de tudo um pouco, mas pouca gente se preocupa em se aprofundar em algo, afinal, não se tem tempo. E segundo as regras atuais, tempo é dinheiro, literalmente. 
A qualidade ficou subjugada pela quantidade. Produções em série são mais lucrativas do que a singularidade. Bom, mas a modernidade também trouxe coisas boas. Importantes e por vezes, facilitadoras. Tudo tem seu lado bom e seu lado mau, resta-nos somente avaliar se antes ou agora se tem mais ou menos vantagens. Era mais fácil de levar a vida antes ou agora?? Eu não sei direito, mas ando pensando nisso. Eu só sei que muitas pessoas parecem gritar em uníssono "viva a superficialidade!" E isso tem me incomodado um pouco, mas nem só do que eu gosto é feito o mundo, né? E eu desejo fervorosamente que esse panorama mude. Acredito piamente que as relações cresceriam em qualidade e beleza. E não só as interpessoais. Na minha concepção, essa urgência é prejudicial. Mas há quem seja um franco apreciador de tudo isso. E talvez seja a grande maioria. Eles não têm tempo...

11 de janeiro de 2012

Daiel

Daiel. É como Gui pronuncia o nome do irmãozinho (Daniel). Minhas Três Letrinhas 1 e 2 têm se dado muito bem.  Definiria de forma rápida e sucinta minha rotina atual com a palavra "puxada". Porém, devo dizer que a despeito do cansaço, tem sido cheia de alegria. 
Na última vez que escrevi foi para comunicar minha segunda gravidez. Surpresa total. E devo dizer que ainda continua me surpreendendo. O meu bebê nasceu em 24 de outubro passado. Tinha sido programado para o dia 25, mas ele resolveu aparecer antes. Aliás, se tem uma coisa que ele adora fazer é chegar antes da hora prevista...rs
Nasceu com 3,475 kg e 49 cm. Foi tudo bem. Minha bolsa rompeu e eu fui à maternidade. Assim como na primeira vez. Tudo certo. 
Mas eu me perguntava como daria conta dos dois, sim, porque seriam dois bebês a partir daquele momento. Um maiorzinho e um recém-nascido. A diferença entre eles é de 1 ano e cinco meses. Não posso dizer que isso não me preocupou. Até procurei alguém que pudesse me ajudar com as tarefas domésticas, sabe? Mas sempre dava errado, até que chegou o dia de parir e nada! Bom, aí depois - como que para contrariar - apareceram três pessoas de uma só vez. Resolvi não querer mais. Arrisquei. Tenho alguém que me ajuda uma vez por semana - faxina. E tenho uma pessoa que se encarrega das roupas mais "pesadas", digamos assim. Hoje em dia, com o advento das lavadoras de roupa, lavar, não é problema, mas colocá-las pra secar nos ap(e)artamentos, complica, né? 
Bom, mas deixando os "memoráveis" detalhes de lado, falemos do meu bebezinho. Tranquilo. Dorme bem, mama bem. O trabalho que dá é o mínimo possível. É apenas o inevitável para um bebê da idade dele - agora com 2 meses e meio. Ele já dorme entre 7 e 9 horas seguidas à noite. Já houve alguns episódios isolados em que ele dormiu 12 horas certinhas, mas não se repetem com frequência. É risonho demais e o maiorzinho adora babar, digo, beijar a cabecinha dele... é um tal de Daiel pra cá e pra lá... é muito fofinho. 
Posso dizer na minha primeira postagem de 2012 que está tudo bem, que estou feliz demais com meus dois amores. E que pelo menos por enquanto, dei conta sim. Estou cuidando dos dois. 
No momento, parei o resto da vida. Virei mãe em tempo integral. Isso não me aborrece. Não me preocupa. Afinal, tenho o resto da minha vida - espero que ainda falte muito para o final...rs - para as outras coisas que no momento estão meio relegadas a um plano inferior ao primeiro, como trabalhar, por exemplo. Em contrapartida, meus pitocos, só serão bebês por agora. Isso é o que me importa. Acompanhar tudo em primeira mão. Os momentos são únicos. Singulares. E não voltarão. Essa é a beleza da coisa. 
Termino aqui desejando um 2012 cheio de coisas lindas, maravilhosas, mas que sempre nos ajudem a crescer emocionalmente e de todas as formas possíveis e necessárias para cada um de nós melhorar enquanto ser humano.

15 de julho de 2011

Três Letrinhas - parte II

Amamentação. É a melhor coisa que já fiz pelo meu neném desde que ele nasceu. Aos desinteressados por esse tema, calma. Não, não vou fazer um texto-campanha a respeito do assunto. É só para registrar e comunicar uma coisa: minha segunda gravidez. Pois é, em pouco tempo e meio inesperada também, mas não indesejada. Ela apareceu um pouco antes do previsto e uma parcela de culpa cabe à maravilhosa e perseverante arte de dar o peito ao Três Letrinhas - Gui.
Quem já fez uso disso por aqui (fornecer leite materno) deve saber que em geral, aquelas coisas que tanto aborrecem as mulheres mensalmente deixam de acontecer por um período mais prolongado do que com as mulheres que não amamentam. Pois é, os ciclos menstruais, as cólicas, tpms e talz sumiram da minha vida desde que engravidei pela primeira vez. E assim, fica fácil gerar outro bebê de forma, digamos assim, despercebida (?!).
Pois é, só me dei conta aos quase cinco meses da nova gravidez. E a barriga?? Meio saliente, mas achava que era por conta de não ter recuperado minha antiga forma ainda, visto que antes da gravidez pesava eu 48 quilinhos distribuídos (não sei se bem o ou mal) na altura de 1, 62m... E eu, que em 8 meses pós-parto estava com 49, achei razoável, né?? E sempre me disseram que a segunda barriga é maior e coisas assim, bom, comigo nada. Difícil desconfiar. Mas o fato é que quando o Três letrinhas completou nove meses, já estava eu dentro da prenhez novamente (e de forma inocente)...
Está tudo bem, o segundo bebê é para o próximo outubro e fico feliz em proporcionar um irmãozinho (sim, é um outro rapazinho) ao meu Gui. E que venha tão charmosinho quanto ele. Os primeiros meses, em especial o primeiro trimestre, serão meio puxados, mas sei que dou conta. Eu sempre dou, aliás. Então, Daniel (Dan, para os íntimos...rs), seja muito bem-vindo!!!

29 de abril de 2011

Não é sua culpa, tempo...

Não. Dessa vez, não culpo o tempo. Não digo com isso que ele ande abundante, no que diz respeito a "tempo livre". Mas eu teria dado um jeito, se quisesse mesmo. Andei meio sem coragem de escrever, na verdade. Cansada da palavra escrita. Mas acredito que isso acontece em todo relacionamento. O tédio vem e volta. Sempre existem os altos e baixos. Se for um bom relacionamento, como acredito que seja o nosso (meu e das palavras), os baixos nunca serão muito baixos. Nunca beirando o subsolo. A prova é que estamos cá de volta. Reatando nossa relação.
Andei pensando (aliás, faço isso muito mais do que gostaria) em como anda vazio certo aspecto da vida virtual. Sei lá... as coisas evoluem rápido demais. As coisas são muito voláteis nesse meio. Nem bem você experimenta uma nova coisa (que não será nova por muito tempo) e já aparece outra, mais requintada e mais avançada. Talvez isso desfaça parte do encanto das descobertas. Talvez não e eu esteja meio piegas após a maternidade. Pode ser. Como todo mundo sabe, eu não sou do tipo que impõe as opiniões. Pelo contrário, gosto de examiná-las bem e críticas sempre me foram bem vindas. Muitas vezes, isso nos abre horizontes inimagináveis e cheios de riqueza. Então, para quê ficar me detendo a uma só opinião?! E ainda mais construída a partir de um ser pensante só(eu)?! O melhor é enriquecê-la com outras, acrescentar.
Agora, é preciso que me convença, porque segundo também me dizem, eu sou meio teimosa (?!). Bom, eu não acho (mas também dizem que os teimosos são como ou loucos, eles nunca sabem que o são), eu acho que é preciso saber argumentar com precisão e lógica. Só isso.
E lógica é algo que tem sido de pouca fartura por aqui nesse nosso mundo virtual. O que importa é a rapidez e a complexidade da coisa. Quanto mais complicado de se explicar, melhor.
E as notícias?! A velocidade com que se propagam?! Ganham de certos vírus. Esse negócio aí de casamento (sur)real ninguém deveria aguentar mais. Pelo amor de Deus. Eles divulgaram tudo. Os mínimos detalhes. A roupa íntima da princesa. O primeiro beijo em público. O significado de um suspiro mais forte. Até "leitura labial" já se sujeitaram a fazer. Não sei. Acho meio cansativo. E desgastante.
Ao mesmo tempo, trazendo para o âmbito da volatilidade de informções e evoluções, é meio contraditório que nos dias de hoje, aparentemente tão mecânicos, ainda haja tanto encanto por um casamento monárquico. Parece que no fundo, as pessoas ainda continuam acreditando em príncipes encantados. E a julgar pelo volume e repercussão das informções a respeito disso, não deve ser pouca gente que pertence a esse grupo não. Devo confessar que sempre desconfiei dos príncipes encantados e não ía ser agora que seria afetada por esse tipo de encanto. Cética, talvez. Desde a adolescência. Até agora, isso não mudou em nada.
Pois bem, cá estamos de novo caçando e roubando palavras. E talvez nem sempre as mais açucaradas ou adequadas, mas ainda assim, palavras, né??